Crônica “Azul e Verde”, em Vida a Sete Chaves

Não costumo gostar – nem mesmo me preocupar – com livros que já começam como best sellers. Não confio muito em críticos que dizem “esse é o melhor livro do ano” ou coisas do… Continuar lendo

Dica de Leitura: “Tatu-Balão”, em Meleca-Chiclete

   Querer voar talvez seja uma carascterística intrínseca de crianças… Mas nesse caso era o sonho do Tatu-Bola, que queria mesmo era ser Balão.    A história contada em poesia por Sônia Barros… Continuar lendo

Crônica “Coloque o título aqui”, em Vida a Sete Chaves

Se a vida é mesmo uma caixinha de surpresas, talvez seja melhor cantar e dançar sobre um espelho a cada vez que a tampa se abrir. E aí deixar que a música toque ao ritmo do… Continuar lendo

Das coisas de amigo

Tem amizade pra tudo nessa vida. Amizade pra fofoca, amizade pra bebedeira, amizade pra corrida, pra choradeira. Tem a colorida, que mistura uns sentimentos, tem as livres, que não condicionam nada a ninguém;… Continuar lendo

Crônica “des-simplicidade”, em Vida Sete Chaves

O maior pecado é fazer da vida um lugar comum. Quando a gente se acostuma com as coisas ao redor e faz delas mais do mesmo, a própria vida se esvai. Uma galinha, senhoras e… Continuar lendo

Dica de leitura: “Dorme, menino, dorme”, em Meleca-Chiclete

   Quem, quando criança, não passou pela fase de tudo imaginar, desde coisas boas até ruins, e perguntava, perguntava, perguntava sem parar? Imagina, imaginava, imaginava sem parar?    Um dos livros da seleção… Continuar lendo

Crônica “Licença poética só amanhã”, em Vida a Sete Chaves

Nós vai falar hoje de erro de português. Mas não dos erro comum, que a gente sabemos que acontece. Porque erro que provém da linguagem falada, da rapidez da comunicação que o dia… Continuar lendo

Dejà vu

Saudosismo é meu sobrenome. Cada objeto, lugar, pessoa tem uma história com a gente. Vamos construindo momentos para serem lembrados pela vida toda, mas não imaginamos o quanto isso, lá no futuro, vai… Continuar lendo

Lit&Mus: Dá licença de contar

…foi difícil, seu moço, de olhá tudo indo pro chão. E não é das tábua que tô falando, das tábua toda que um dia o suor escorreu pra recolher, pra botá em pé.… Continuar lendo

Crônica “…somente o necessário!”, em Vida a Sete Chaves

Sou uma péssima influência para o capitalismo. Àqueles que não suportam os gastos desnecessários de seus respectivos companheiros, deixem-os uma semana comigo e eles te odiarão para sempre – mas provavelmente pensarão duas… Continuar lendo

Dica de Leitura: “Réquiem: Sonhos Proibidos”, de Petê Rissati

O primeiro romance de Petê Rissati já arrebenta a boca do balão. Ficção científica com enredo muito bem elaborado, Petê não economizou palavras para fazer uma história envolvente e chocante. Quem diria que… Continuar lendo

Lit&Mus: Um rosto na multidão

Era domingo de carnaval. As nossas mãos se cruzaram, se soltaram e eu nunca mais a vi. Foi assim que o que era doce se acabou, que seu cheiro se misturou aos cigarros… Continuar lendo

Crônica “É como diz o ditado”, em Vida a Sete Chaves

Das vezes que a vida nos surpreende, sempre tem aquelas pelas quais ficamos mais satisfeitos com o futuro que nos aguarda. Parece estranho pensar que uma tristeza possa gerar felicidade, mas o ditado mesmo já diz que… Continuar lendo

Lit&Mus: Memórias de um Lavapés

Guarde a sandália dela que o samba sem ela não pode ficar. O ponto puxado pela Madrinha recebia resposta da parceira no meio da roda. Negro que batia zabumba puxava o bumbo, que… Continuar lendo

Crônica “Da observação estática da vida”, em Vida a Sete Chaves

Viver a vida em câmera lenta é desafiador. Quando estamos no olho do furacão, parece impossível ser capaz de sair dele, respirar fundo e olhar ao redor com olhos de observar. Tudo parece… Continuar lendo

Dica de Leitura: “Mar Morto”, de Jorge Amado

Esse romance inebria a todos. É bom que você se prepare. Todos sabemos que Jorge Amado é bom, mas quando lemos seus livros, descobrimos que o nível do bom que o classificam vai muito além da… Continuar lendo

Lit&Mus: Vôo de Juvenal

Se conselho fosse bom, bem capaz que eu tivesse montado uma central de distribuição. Sempre fui muito bom em avaliar situações, mas que não me mostrassem a ferida!, pois eu seria capaz ainda… Continuar lendo

Crônica “A parte que me cabe”, em Vida a Sete Chaves

Nunca soube começar uma conversa. Soltava uma frase clichê, um assunto sobre o tempo e logo as bocas se calavam. Pensava: “concorda com tudo, fala a mesma coisa com outras palavras e o papo vai longe”,… Continuar lendo

Pessoas assim

Há algum tempo as pessoas eram construídas por meio de informações. A coisa já vinha prontinha, não precisava nem fazer esforço, era só ouvir e absorver o máximo possível: as perguntas tinham respostas… Continuar lendo

Lit&Mus: Mais um filho de Maria

Se ele era malandro? E como!, não perdoava ninguém, mãe, tia, parente nenhum; nem o irmão que sempre ajudava na hora do desespero ele perdoou, também deu o golpe. Sei lá, talvez achasse… Continuar lendo

Crônica “#ahtá”, em Vida a Sete Chaves

Dia 15 de março está chegando e eu me preocupo.   Com o movimeto anti-PT? Não… Com o promissor quebra-quebra na Av Paulista?  Não… Com a revolução popular? Definitivamente, não…   Minha preocupação… Continuar lendo

Crônica “Aqui se faz…” em Vida a Sete Chaves

Devemos todos acreditar em destino. Não por intermédio de uma crença, não porque algo maior está observando nossos passos, muito menos porque já existe um futuro traçado para cada um – aliás, diga-se… Continuar lendo

As três irmãs: O fim

De tudo, o que mais sentia falta era o cheiro, o ar que rodeava a cada um deles, a cada passo, e que agora tinha esquecido por inteiro, perdera o gosto das coisas, mas… Continuar lendo

Crônica “Sobre aquilo que se vê”, em Vida a Sete Chaves

Sempre afirmei que a maravilha e a desgraça do mundo é o tal ponto de vista. Maravilha porque isso nos dá visões diferentes sobre um mesmo assunto – o que é muito bom!; desgraça porque… Continuar lendo

As três irmãs: Pó de feijão

Das memórias que ficaram, teve até tempo de fartura na vida, mas não como aquelas moças de família boa, que eram carnudas, roliças e tinham comida colorida na mesa, tipo mato e raiz… Continuar lendo

Crônica “…mais de mil palhaços no salão”, em Vida a Sete Chaves

  … alalaô ooô ooô… Enfim, é carnaval! A alegria bailando pelas ruas, as fantasias invadindo a cidade cinza, as músicas soando forte nos corações durante o bater dos bumbos e como é lindo… Continuar lendo

As três irmãs: Brancura de sol

Quando crescesse, ia querer ser moça letrada, sabia das leituras, como a avó tinha sido, sempre cheia de papéis, pessoas importantes ao redor e tudo mais que ela tinha visto na única vez… Continuar lendo

Sobre a fragilidade da vida

E em um segundo, tudo pode mudar: a chuva cai, um raio cai, a gente cai. Não haverá mãos capazes de impedir ou ainda qualquer ação que amenize a queda. Ainda que pareça… Continuar lendo

Crônica “Mais COR, por favor!”, em Vida a Sete Chaves

Passo 1.: pinte a régua com canetinhas coloridas. Passo 2.: passe cola branca na régua. Espere secar completamente. Puxe a película com cuidado para não rasgar. Antigamente, era essa uma das minhas diversões:… Continuar lendo

As três irmãs: O sangue e a sede

Lembra de quando suas brincadeiras passaram a ser na terra seca, todo o redor de sua casa. A mãe preferia que dormissem, pra não ter criança com tanta fome depois, com tanta sede que… Continuar lendo

As três irmãs: Insossa

Ela nunca quis entender porque sempre vivera sozinha. Mesmo quando ainda com os pais, as irmãs, ficava no canto, olhando tudo e todos. Em seu redor parecia existir uma redoma que afastava o parentes.… Continuar lendo

As três irmãs: O sino

A tristeza que lhe abatia o peito soava com a dureza do sino da igreja matriz. Dureza que ecoava fundo, também. Longe do coração, ouvia risadas de crianças; mas as lembranças daqueles que as riam estavam perdidas logo… Continuar lendo

Crônia “Propriedade Particular”, em Vida a Sete Chaves

Ilusão pensar que somos donos de alguma coisa, que detemos o poder de decisão sobre ela ou ainda que podemos definir qual será seu começo, meio ou fim. Não caro leitor, não se… Continuar lendo

As três irmãs: Tudo seu

Seu coração estava endurecido, nem mesmo percebera a própria mudança, não se reconhecia mais de outra forma e ali, parada na janela, não podia voltar atrás. Mas… voltar atrás? Também não sabia se essa… Continuar lendo

Crônica “Adeus Ano Velho”, em Vida Sete Chaves

A cada ano que começa, uma mudança iminente aparece. Iminente, sim; mas claramente ilusória. Com 2015 não foi diferente. Talvez porque o ano passado passou e deixou rastros nada positivos, imaginou-se (ou será… Continuar lendo

As três irmãs

Tinha uma predileção especial pelas Três Marias. Foram as primeiras que havia aprendido a reconhecer ao olhar para o céu, quer olhasse das colinas, quer olhasse do riacho. Todas as noites, buscava entre as… Continuar lendo

Crônica “Mina de fé”, em Vida a Sete Chaves

Dizem que sou otimista. Alguns até me acusam de boba, inocente. Já escutei que tenho alma de criança. Mas o que eu tenho mesmo é fé. E acho engraçado que as outras pessoas não… Continuar lendo

Conto “As irmãs: Tudo seu”, em Coletivo Claraboia

Seu coração estava endurecido, nem mesmo percebera a própria mudança, não se reconhecia mais de outra forma e ali, parada na janela, não podia voltar atrás. Mas… voltar atrás? Também não sabia se essa… Continuar lendo

Crônica “Caldo grosso”, em Vida a Sete Chaves

Há tempos atrás, lá na empresa onde trabalho, fizeram um concurso em referência ao dia da poesia e eu, claro, participei. Participei mais pela crença particular que tenho na força do “engrossando o caldo… Continuar lendo

Crônica “Dicas para como escrever mal”, em Vida a Sete Chaves

Escrever mal não é tão fácil quanto se aparenta ser. É preciso muita disposição para conseguir, uma vez que são tantas as regras a serem quebradas, que a primeira dificuldade é escolher por onde começar.… Continuar lendo

Crônica “Coisas que eu sempre quis fazer”, em Vida a Sete Chaves

Puxar a alavanca de emergência do ônibus, aquela que abre a janela… Ou então quebrar a caixinha do metrô, que faz o trem parar aos poucos e abrir a porta. Também sempre quis… Continuar lendo

Conto “As irmãs”, em Coletivo Claraboia

Tinha uma predileção especial pelas Três Marias. Foram as primeiras que havia aprendido a reconhecer ao olhar para o céu, quer olhasse das colinas, quer olhasse do riacho. Todas as noites, buscava entre as… Continuar lendo

Crônica “A arte de quebrar paradigmas”, em Vida a Sete Chaves

Para quebrar um paradigma, é preciso, antes, reconhecê-lo. Para reconhecê-lo, é preciso se questionar. E para se questionar é preciso estar disposto a assumir erros e a corrigi-los, a sair da caixinha castradora… Continuar lendo

Crônica “Consequência inevitável”, em Vida a Sete Chaves

Não gosto mais de bolachas recheadas. E também já não tenho mais a mesma disposição para assistir desenhos animais, nem mesmo ler revistas em quadrinhos. Na terceira rodada de pega-pega já estou bufando… Continuar lendo

Conto “Primavera”, em Coletivo Claraboia

  A casa não tinha nada de engraçada, apesar de não ser, assim, tão diferente do que se dizia na cantiga cantada na escola do vilarejo: tetos, paredes, janela e porta havia, e… Continuar lendo

Crônica “Dia de Quê?”, em Vida a Sete Chaves

Ah, que maravilha! Hoje é um dia muito especial, dia em que todos voltam seus olhos para um mesmo horizonte, em que o mundo inteiro comemora… comemora… bem, o mundo comemora, entrega flores,… Continuar lendo

Crônica “Com o samba, pelo samba, para o samba”, em Vida a Sete Chaves

Como já disse o saudoso Geraldo Filme, “…quem nunca viu o samba amanhecer, vai no Bixiga pra ver…” Porque pra ver o samba, hoje, tem que ir atrás, fuçar por debaixo das cobertas,… Continuar lendo

Crônica “E faça-se a luz!”, em Vida a Sete Chaves

Ontem acabou a luz aqui em casa. Assim, coisa boba, do nada, nem estava chovendo naquela hora. Enquanto eu trabalhava, puf!, as luzes se apagaram, a internet foi pro saco e tudo o… Continuar lendo

Crônica “E que venha o El Niño”, em Vida a Sete Chaves

E corram todos para garantir a alegria de um ventiladorzinho pelo triplo do preço nas lojas. Dêem-se por satisfeitos os que conseguirem chegar ate o caixa com a caixa na mao, sem sofrerem… Continuar lendo

Crônica “Muletas”, em Vida a Sete Chaves

Tenho notado o quanto as pessoas se apoiam em muletas desnecessárias. Uma delas: os verbos de apoio. É, os verbos. Com eles se montam as expressões mais difíceis, parecendo gerúndio, mas não sendo… Continuar lendo