A arte do busão

 

Andar de ônibus é uma arte! Posso dizer que tenho vasta experiência no assunto pelos tantos anos usufruindo desse meio de transporte. Que o leitor me perdoe o trocadilho, mas diga-se de passagem, ônibus é mais que uma forma de locomoção; é praticamente a extensão do lar para alguns, para outros, a extensão do trabalho e para a grande maioria é a extensão da própria cama.

 

E como em todos os lugares, existem regras e ai daqueles que não as respeitarem. Furar fila é mais que um pecado capital! O sujeito que se acha o espertinho é rechaçado publicamente e ainda por cima corre o risco de apanhar de algum grandalhão que está mais pro fim da fila.

 

Mas não pense que os que defenderam o seu direito concordarão com você em todos os momentos; experimente pagar a tarifa em dinheiro, precisar de troco e ter que esperar o cobrador que está na padaria tomando um pingado… Se você não grudar na catraca até que o infeliz do cobrador volte, será forçado a dar licença e o tempo que ficou na fila terá sido a toa, pois quando conseguir passar não haverá mais bancos vazios.

 

Assento reservado é sonífero, principalmente se um de seus beneficiados sobe no ônibus. Nesses casos, o cobrador é quem inicia a discussão, buscando instaurar a justiça. Algumas pessoas passam longe já se prevenindo de ter que levantar caso chegue um idoso, uma mulher grávida (ou com criança de colo) ou deficiente, ainda que o aviso seja claro quando diz que ausente pessoas nessas condições, o uso é livre.

 

No ônibus, todos os dias, temos lições de respeito, quando quem está de pé obedece o pedido do cobrador pelo famoso passinho para trás. Também é nítido o senso de companheirismo de algumas pessoas que se dispõem a ajudar a carregar os pertences dos outros. Mas como nada é perfeito, ainda temos quem queira compartilhar com os demais um sonzinho maneiro que,muitas vezes, é do gosto só do proprietário do aparelho sonoro.

 

E sei que o leitor que se utilizar desse meio de transporte concordará com cada palavra e sei que também terá muito a acrescentar. Portanto, fecho esse texto deixando-o em aberto, para que quem quiser possa colaborar…

 

 

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