Fome botânica

plantasNaquela tarde, foi a vez da Samambaia. Ataque voraz, cruel, nenhuma chance de defesa e lá estava, todos os galhos, pelados, nenhuma restou. Mas ainda haveria mais, o fim se mostrava bem longe e todos os outros tremiam e temiam o próximo ataque. Cravos, Dedo-de-moça, Babosa, Antúrio, Renda-Portuguesa… Coitado do Trevo, foi o escolhido. Com a velocidade de um furacão, Joana depenou este também, sem dó, mas também sem fome, ainda com um desejo insaciável de sentir outros sabores.

Por uma questão de amor próprio, apenas, optou por deixar intactos a Pimenteira e o Comigo-Ninguém-Pode.

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