Dica de leitura “O menino de muitas caras”, em Meleca-Chiclete

Capa O menino de muitas caras2.inddÀs vezes, mais gostoso que uma história é o seu conteúdo. A escrita, o formato, as ilustrações… Tem casos em que a simplicidade do texto é a sua parte mais valiosa.

O livro que recomendo está nesse patamar. “O MENINO DE MUITAS CARAS” não é um best-seller, tampouco uma pérola da literatura. Porém, ele consegue englobar tanta coisa – e todas tão relevantes! – que se torna uma leitura de grande importância para as crianças de hoje em dia.

Trata-se da história de dois meninos, o menino grande e o menino pequeno, dentro do dia-a-dia da escola. Mas acontece que o menino grande é valentão, xinga e maltrata todo mundo, e o menino pequeno é mais uma de suas vítimas, que sofre tudo calado. Um dia a professora ensina aos seus alunos a literatura de cordel, suas formas e rimas e todos se encantam, inclusive o menino grande, que começa a usá-lo como mais uma maneira de importunar os colegas. Porém, o menino pequeno se encheu de coragem e usando do novo aprendizado, desabafou em versos.

Ainda que a inserção da literatura de cordel tenha sido um tanto quanto brusca – e também didática -, a utilização desse elemento no desenvolvimento do enredo foi muito positiva, instigando a curiosidade do nosso mini-leitor. E por mais que num primeiro momento o objetivo da história se confunda, dando vazão para diferentes caminhos, quando o ponto alto da trama é atingido notamos quão abrangente é a narrativa e com que simplicidade ela chegou ao seu objetivo: mostrar a proximidade do texto com o cotidiano das crianças na atualidade, permitindo que elas se vejam nos papéis dos meninos grande e pequeno.

Recomendo a leitura justamente por esse motivo: porque traz à tona uma história permeada de realidade, contada com a graça da cultura nordestina brasileira. Crianças nos primeiros anos de vida escolar com certeza aproveitarão muito dessa aventura!

Tá aí, e fica a dica!

Título: O MENINO DE MUITAS CARAS
Autores: Cesar Obeid e Jonas Ribeiro
Ilustração: Andrea Ebert
Editora do Brasil
Ano da edição analisada: 2010

**Dica publicada no site Moleca-meleca e Moleque-Chiclete**

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