Uma resposta

Não, Oswaldo!

Não acredito na morte

– não quero o silêncio.

Quero gritos, urros!

e que estes sejam de alegria e felicidade

que reverberem

do jeito que melhor me convier.

 ..

Não, Oswaldo!

Não quero a saudade dolorida

– de quem amo.

Quero a pele sadia, quente

e – sim! – sempre amada

tão e tão perto dos meus olhos

que pareçam serem os meus.

  ..

Não, Oswaldo!

Não serei o resto de mim mesmo

– não serei só!

Cantarei e levarei outros corações

vivos como o meu

para cantar

e cantar, e cantar, e cantar.

  ..

Não, Oswaldo!

Não vou me prender

– eu quase vôo!

Sou vulcão do começo,

meio e fim.

Vou embora

pra poder voltar no dia seguinte.

  ..

Quero que o medo

não me deixe esquecer de amar.

  ..

Não, Oswaldo!

Não darei pequenos sorrisos

– gargalharei!

Farei dos meus dias,

de todos eles,

o último!

E em todos serei feliz.

  ..

Não, Oswaldo!

Não quero a arte

– eu serei a arte!

E farei de mim torto e direito,

pequeno e grande

e para todos os efeitos

serei eu mesmo.

  ..

Ah, Oswaldo…

Não desejarei

– jamais!

que perdoem minha loucura…

Quero que todos os dias,

e que assim o seja para sempre!,

eu enlouqueça

mais e mais.

 

 

 

 

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