Crônica “Papo de café-com-leite”, em Vida a Sete Chaves

Já vou avisando: não entendo lá muita coisa de futebol. Eu sei o que é impedimento e se isso servir de algo, já fico contente. É que esse é um assunto o qual geralmente não discuto, porque tenho uma opinião muito adversa da maioria e costumo gerar polêmicas que, para manter a saúde do meu próprio bom-humor, são altamente dispensáveis.

Acontece que dias atrás fiquei mais incomodada que o normal e aí decidi botar pra fora. Os fanáticos, roxos, torcedores de carteirinha que nem continuem a leitura, pois é provável que fiquem um pouco irritados.

O caso é que tô achando uma palhaçada das grossas o que tá rolando no SPFC. Não digo da péssima campanha que o time vem fazendo, não – e com relação a isso acho apenas que não estão em boa fase, maré de azar, sei lá, afinal todo mundo tem seus altos e baixos. Agora, jogar toda a culpa e responsabilidade única e exclusivamente no técnico…

Juro que fico me perguntando se, por um acaso, é o técnico que está em campo, correndo de um lado para o outro, mas alguma coisa me diz que não é. Também me questiono se é o técnico que chutou pra fora, que perdeu o pênalti ou que teve o bloqueio furado. Foi ele, foi? Hum, acho que não. Tá, ele pode ter formado uma equipe que não está se entrosando, ou então ter colocado um jogador fora de posição.

E aqui acho uma outra coisa: acho que todos os jogadores que hoje compoem o banco do time – e de qualquer time – tem qualidade suficiente para representá-lo em qualquer jogo, certo? Senão que raios está ele fazendo ali? Por que motivo estúpido alguém contrataria um jogador que não tem a qualidade que o time almeja? Fazer da equipe o dream team talvez nem o Barcelona tenha conseguido.

Acho engraçado que ninguém demite o jogador que tá jogando mal… O cara passa um tempinho no banco, treinando pra depois voltar, fazer duas ou três coisinhas bonitas e sai no lucro. E por quê? Porque o indivíduo tem um passe bem gordinho, ou porque a fama dele traz benefícios ao time ou sei lá que razão tosca se dá nessas horas.

O caso do Gordonal… ops, do Ronaldo, ainda é uma incógnita na minha pobre cabecinha. O dito não rendia nada, tava no quem-não-ajuda-não-atrapalha e ainda assim era a estrela do time. Pergunto-me: como pode? Tá certo, o cara tem um passado brilhante – no que diz respeito a futebol, claro! – , fez coisas que até Deus pagou pra ver, mas o moço também tem presente, e nesse caso era um presente que, convenhamos, não estava nada bom.

Que não se demita o jogador, mas que seja atrelada a ele a responsabilidade do passe malfeito, a culpa pelo cartão vermelho, o resultado insatisfatório. Afinal, quem está em campo? Aí trocam o técnico e mantém os jogadores, só muda um aqui, outro acolá, e o time ganha os dois jogos seguintes e ohhhhh!, como esse técnico é excelente, ele fez milagres, colocou o time de novo em seu lugar de merecimento!

Vá te catar! Se ele não está fazendo o trabalho dele de montar um timo bom, os jogadores também não estão, mas isso ninguém comenta.

Palhaçada. Eu chamo isso de palhaçada, e não de jogo, nem de estratégia. É palhaçada.

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