Crônica “Borboletas”, em Vida a Sete Chaves

Já ouviram o ditado que diz que “quanto mais alto se sobe, maior a queda”?

Ele é comumente ouvido por pessoas que buscam o sucesso a todo custo, querem chegar ao topo custe-o-que-custar. Até mesmo música já foi feita pra dizer a mesma coisa de outra forma, mais bonitinha, talvez. Por outro lado, também existe a expressão que afirma que “quanto mais alto, mais bonita a vista”. Há quem diga que prefere este, os otimistas de plantão a preferem, com certeza.

Mas entre um e outro há um grande abismo, grande e perigoso abismo. Pena que são poucos os que o notam e evitam, e muito os que caem. Esse abismo se chama expectativa.

Ah, mas que chaaaato esse post com cara de psicólogo, cheio de lição de moral, teorias emocionais, blablabla!

Engano fatal. Não se trata beeeem de psicologia, pois é quase uma questão de condição humana de sobrevivência. Só que é uma bosta, né?, vamos combinar: parece que só porque criamos expectativa sobre algo, esse algo cisma de dar errado, de sair completamente o oposto do que imaginávamos. Já reparei que em algumas vezes sai melhor do que o previsto, mas nas outras… Para alguém de escorpião, como eu, é meio que impossível não ficar imaginando cenas, criando possibilidades, esperando por um resultado x. Então, como a consequência é inevitável, preparemo-nos para o banho de água fria! Ou não…

Ou comecemos a criar borboletas, em vez de expectativas! Elas são mais bonitas, independentes e têm, de fato, alguma justificativa de existirem.

** Publicado em 18/01/14 originalmente em Vida a Sete Chaves. Acesse outros posts clicando aqui **

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