Crônica “Coisas que eu sempre quis fazer”, em Vida a Sete Chaves

Puxar a alavanca de emergência do ônibus, aquela que abre a janela… Ou então quebrar a caixinha do metrô, que faz o trem parar aos poucos e abrir a porta. Também sempre quis usar um extintor, seja o da escola, do carro ou mesmo do shopping, não para apagar nenhum fogo – porque nunca tive quis colocar fogo em nada -, apenas mirando na parede, numa lousa verde até que ela fique branca.

Mas nenhuma dessas vontades eu tive por maldade, com a intenção de pentelhar e sacanear quem estivesse por perto. Era pela experiência, pelo desejo de saber como funciona, como acontece. E só. Assim como já tive vontade de trabalhar em um açougue, num laboratório, numa loja de sapatos, numa farmácia, num restaurante e até como caixa de supermercado. Porque na verdade a vontade era ser uma mosquinha, pra conhecer um pouco de cada coisa, das profissões, dos lugares, dos pensamentos, das decisões…

Como será que se faz cola? Eu queria saber.

Como será que se pilota um avião? Eu queria saber.

Como será que o sangue é filtrado? Eu queria saber.

Como será que é ser presidente do Brasil? Eu queria saber.

Mas só saber…

** Publicado originalmente em Vida a Sete Chaves.

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