Sobre a fragilidade da vida

fragilidade

E em um segundo, tudo pode mudar: a chuva cai, um raio cai, a gente cai.

Não haverá mãos capazes de impedir ou ainda qualquer ação que amenize a queda. Ainda que pareça filosófico demais, é sabido quão efêmero é o tempo e que nada nos é mais precioso do que ele. Pena perceber que as coisas boas da vida somente são percebidas quando faltam, seja por minutos, seja para sempre – e é por isso que homenagens costumam ser sempre póstumas…

Um olhar de esgueio, uma lágrima fujona, um pensamento maldoso.

E nem mesmo se percebe o caminho que foi traçado para chegar em qualquer um deles, ou ainda como desvencilhar dessas pequenas armadilhas sorrateiras. De sopetão as surpresas se instalam, matam um momento suave de vida, tiram a noção do ambiente ao redor e nos colocam em cordas bambas de decisões ainda mais imediatas, porque são corretoras.

Um suspiro a menos, um piscar de olhos, o susto.

Talvez o maior encômodo não seja tanto a falta do controle impeditivo, mas a incerteza da correção e da funcionalidade dela: quem garante que o pedido de desculpa funcionará?, ou mesmo o arrependimento? Voltar atrás não é possível, desfazer menos ainda. E todo o passado feliz, todos os momentos de tranquilidade que se esvaem rapidamente em nossa mente.

Um gole, uma gota, um arrepio.

E todo o corpo treme…

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