Pessoas assim

Há algum tempo as pessoas eram construídas por meio de informações. A coisa já vinha prontinha, não precisava nem fazer esforço, era só ouvir e absorver o máximo possível: as perguntas tinham respostas padronizadas, algumas nem precisavam de resposta pois elas se autorrespondiam já dentro da cabeça das pessoas.

Classificações eram fixadas de acordo com características pré-definidas e não precisavam ser alteradas por que representavam a verdade, que por sua vez era imutável, eterno por gerações.

Até que alguém se soltou do rebanho e perguntou em alto e bom som: Será?

Pareceu revolução: cabeças começaram a ferver, ideias começaram a surgir até que outro alguém finalmente teve um pensamento diferente e questionou o óbvio.

Herege! Como questionar a verdade?, como colocar em dúvida o que sempre foi o certo? Houve muitos que questionaram a proposta de mudança, que criticaram o ímpeto da desconstrução dos paradigmas; até hoje elas existem e muitas delas continuarão cegas para o resto da vida. Inevitável.

Porém, temos a grande felicidade hoje de contar com outro tipo de pessoas, que pensam, que questionam, que refletem e que, sobretudo, estão abertos para receberem informações novas – e até opiniões contrárias – e usam delas para mesclar visões e transformar tudo isso em algo bom. E o melhor: bom para todos.

Pessoas assim geralmente questionam aquilo que aparenta estar “certo” porque estão, no fundo, questionando SE está certo ou mesmo o POR QUÊ estaria certo. Pessoas assim não se conformam com o que está ruim e brigam para que fique bom, não aceitam “porque sim” e muito menos “porque não” como resposta: querem ações.

No geral, pessoas assim não costumam ser bem-vindas, nem bem-quistas por todo mundo; na verdade, são bem criticadas e apontadas como despreparadas, anarquistas arruaceiros e coisas mais. Mas pessoas assim não ligam pra pensamentos restritos porque sabem que a luta pela transformação é dura, mas que vale a pena.

Eu amo pessoas assim, porque elas me inspiram, elas me fazem refletir.

E se você, amigo leitor, é uma dessas pessoas que questiona o óbvio, eu me declaro: te amo, seu lindo!

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