Das coisas de amigo

Tem amizade pra tudo nessa vida.

Amizade pra fofoca, amizade pra bebedeira, amizade pra corrida, pra choradeira. Tem a colorida, que mistura uns sentimentos, tem as livres, que não condicionam nada a ninguém; e tem a amizade que é de graça e essas, eu costumo dizer, são as melhores e mais profundas relações.

Daquela amizade que tinha tudo pra dar errado, que começa até meio torta, que passa por abalos e tornados, é que sai um tesouro valioso, tão valioso que passa por cima de qualquer empecilho. Tipo aquele momento em que tudo o que se quer é sair correndo, gritar e se enfiar dentro de um buraco, feito avestruz pra ver se o mundo te deixa um pouco de ladinho. Mas  quando esse dia cai exatamente no grande dia dessa amizade, aquela que merece os abraços de urso, as broncas de vó (que causam arrependimento e aprendizado), que merece colo e o braço firme.

Parece que não vai jogo, a gente pensa em desistir, com a certeza de que a nossa alma gêmea da vida vai entender, ainda que aquele momento signifique muito para ela. Então pensamos em tudo o que já foi vivenciado, todos os sentimentos que já foram vividos e a balança pesa, pende para o lado que a gente quer estar presente nos melhores momentos.

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Então a gente faz dar certo. Estranhamente as lembranças de carinho e companheirismo surgem na mente, são sempre mais fortes, e com essa força tiram o baixo astral e nos levam a um outro contexto de pensamentos, fazem rir quando se quer chorar, agitam umas piadas mesmo que o sarcasmo não permita, respiram fundo quando o que falta é fôlego.

E a gente deixa de lado as tristezas pra curtir a alegria com quem a gente gosta de graça. Por que a amizade que a gente tem merece ser feliz a todo tempo.

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