Existe vida após CTPS?

Ser demitido assusta qualquer ser que esteja confortavelmente empregado.

Talvez assuste ainda mais o longo caminho de recolocação pela frente: procura de vagas, submissão de currículos, testes, entrevistas… Ufa! Não só assusta como cansa. Eita vidinha besta, hein, Drummond?

Mas nada disso assusta mais do que a ideia de seguir uma carreira sem a bendita CTPS, sem vínculos, sem as tão sonhadas férias remuneradas e a almejada aposentadoria por tempo de serviço. Será que existe vida sem ela? Seria possível viver sem hora de entrar, hora de sair, sem escritório fixo, sem chefe pegando no pé, sem metas esdrúxulas a cumprir?

Ôh se existe.

Tanto existe que tem gente que sonha, dorme a corda pensando no dia em que esse sonho será realidade.

Porém, a chegada dessa nova condição também não é muito simples. Ser “chefe de si mesmo” exige ainda mais disposição para trabalhar, para ganhar o pão e matar o leão de cada dia. Literalmente, aquela expressão americana “no pain, no gain“* se faz constante, pois é o seu esforço diário que fará com que o ganho diário chegue.

Nem tudo são flores, mas também nem tudo é tristeza.

A vida de autônomo é dura, mas pode ser muito bela. Escolher os melhores horários, os melhores lugares e as melhores formas de se trabalhar pode amenizar até mesmo a sensação de não estar fazendo aquilo que realmente ama ou por não ter a mesma remuneração que antes.

Tudo depende daquilo que se almeja. Onde quer chegar e o que está disposto a fazer por isso? Parece autoajuda e, no fim das contas, acaba mesmo tendo um viés assim.

E relembrando uma famosa frase lá de 1994: “Vai que é tua, Taffarel!”.

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*Sem dor, sem ganho.

 

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